TEMPORADA RIO DE JANEIRO DE PAGLIACCI

Apresentações serão no Sesc Ginástico a partir de 23 de novembro

A peça é a primeira da companhia sem o ator-fundador Domingos Montagner, que participou de toda a concepção do projeto, durante o ano de 2016. A montagem celebra os 20 anos do grupo de circo e teatro La Mínima, criado por Domingos e Fernando Sampaio, e tem direção de Chico Pelúcio, do Grupo Galpão. 

Três indicações ao Prêmio APCA

Melhor Autor para Luis Alberto de Abreu, Melhor Diretor para Chico Pelúcio e Melhor Ator para Fernando Sampaio

Uma indicação ao Prêmio Shell

Melhor Música para Marcelo Pellegrini

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Foto: Carlo Gueller

Depois do sucesso de crítica e público em São Paulo, PAGLIACCI, primeiro espetáculo da Cia LaMínima encenado após a perda do ator-fundador Domingos Montagner, chega ao Rio para curta temporada no Teatro SESC Ginástico.

A concepção desta montagem é de Domingos Montagner e Fernando Sampaio, atores-fundadores da Cia LaMínima, e foi iniciada um ano antes pela dupla, especialmente para a comemoração vigésimo aniversário da companhia. A direção artística é de Chico Pelúcio, do Grupo Galpão.

PAGLIACCI é livremente inspirada na ópera do italiano Ruggero Leoncavallo (1857-1919), apresentada pela primeira vez no Teatro Dal Verme de Milão, em 21 de maio de 1892, sob o título I Pagliacci. Obra mundialmente conhecida, conta a história de uma companhia circense que decide abandonar suas origens e encenar um drama refinado.

Adaptação e texto são de Luís Alberto de Abreu, a direção musical de Marcelo Pellegrini, cenário de Marcio Medina, figurinos de Inês Sacay e iluminação de Wagner Freire. Em cena, seis atores: Alexandre Roit, Carla Candiotto, Fernando Sampaio, Fernando Paz, Filipe Bregantim e Keila Bueno.

O LEGADO DE DOMINGOS MONTAGNER

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Foto: Paulo Barbuto

Em uma sinopse escrita pelo próprio Domingos para apresentar o projeto em 2016, ele usou a palavra “generosidade” para conceituar o trabalho do palhaço: “(…) uma arte exigente, que pede vocabulário e apuro técnico dos seus intérpretes, anos de prática, um profundo conhecimento da alma humana e acima de tudo, generosidade”.

O ano de 2016 trouxe surpresas para o LaMínima. A dupla de palhaços Agenor e Padoca, nascida em 1997, fruto do encontro de Fernando Sampaio e Domingos Montagner no final dos anos 1980 no Circo Escola Picadeiro, não existiria mais. A parceria desses dois grandes atores circenses chegava ao fim, com a morte acidental de Domingos no Rio São Francisco, em setembro. Aos 54 anos, o ator que dividia as criações do LaMínima com Fernando saiu de cena, deixando um legado de 14 “filhos”, 20 anos de história e um exemplo de generosidade como artista e ser humano.

Luciana Lima, produtora da companhia desde 2001, atriz e esposa de Montagner, nunca questionou se o projeto deveria ou não continuar: “Nunca pensei em desistir da comemoração dos 20 anos do grupo. Não foi uma escolha racional [prosseguir], porque é uma forma de termos, continuamente, a ‘presença’ do Domingos, ponderando a todo momento como ele agiria nas situações, das grandes decisões até aos mínimos detalhes.

Assim o LaMínima caminha e continua sua trajetória. No texto escrito por Domingos sobre os 20 anos do grupo, ele dizia “queremos comemorar [essa história], apresentando espetáculos que percorreram muita estrada, realizando uma exposição com fotos, figurinos, objetos que andaram conosco e estrear Pagliacci, um novo companheiro para nos ajudar a construir mais um trecho deste caminho, que ainda não sabemos onde é o fim“.

SINOPSE

O velho bufão Peppe conta ao público como Canio, chefe de uma tradicional trupe de palhaços, ambicionava tornar-se reconhecido e respeitado como artista de “bom gosto” e produtor de espetáculos “de nível”. Para isso, resolve abandonar os tradicionais números circenses de palhaçaria em busca de uma peça que leve ao palco as grandes emoções humanas, e traga o sucesso popular e o reconhecimento da crítica.

A MONTAGEM

Domingos Montagner costumava reunir num caderno desenhos seus de números, cenários e figurinos. Alguns destes estudos do ator acabaram sendo usados no cenário de Marcio Medina e Maristela Tetzlaf. Inclusive o palhaço que representa o logotipo do espetáculo foi inspirado também num desenho seu.

O cenário, quase todo feito de papel, em telões pintados por Fernando Monteiro de Barros, remete a uma atmosfera mambembe e também operística, e traz ilustrações de palhaços de diferentes escolas e estilos que marcaram a história do LaMínima.

A concepção de Montagner e Sampaio buscou a mistura de números cômicos e elementos líricos e melodramáticos. Para Luís Alberto de Abreu, autor e adaptador, a questão era beber na fonte do “[mote original] sério, melodramático e prisioneiro da moral do século XIX” e buscar os elementos da dramaturgia “na própria linguagem teatral e circense: a farsa, o metateatro, a eliminação da linearidade, tão característica da linguagem circense”.

O diretor Chico Pelúcio considera que essa montagem “será um encontro dos primórdios da encenação do I Pagliacci, no tempo em que a ópera era apresentada para grandes públicos, que encontravam ali uma comunicação forte, direta e reveladora. As óperas não eram para elites, mas para a grande população”. 

A CRÍTICA

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Foto: Paulo Barbuto

“Em Pagliacci, repete-se toda a graça que o público se acostumou a ver nas montagens do grupo fundado por Domingos Montagner e Fernando Sampaio: sua devoção ao repertório clássico do palhaço, assim como sua capacidade de reinventar essa graça milenar e demonstrá-la viva, perto de nós.” (Maria Eugenia de Menezes, Estadão)

“(…) o espetáculo pode ser visto como o cume não só dos 20 anos da Cia LaMínima mas de todo o movimento que reaproximou o teatro do circo e da rua nas ultimas três décadas no Brasil.” (Nelson de Sá, Folha SP)

“A inspirada direção de Chico Pelúcio, do Grupo Galpão, preserva o caráter lúdico sem estereotipar os personagens e cria um espetáculo de amplo diálogo, longe da pieguice ou do riso fácil.” (Dirceu Alves Jr, Veja SP)

ESTREIA: 23 de novembro (5ªf), às 19h

LOCAL: Teatro SESC Ginástico – Av. Graça Aranha, 187 – Centro / RJ   Tel: (21) 2279-4027

INGRESSOS: R$30,00, R$15,00 (meia) e R$7,50 (associado Sesc) / HORÁRIOS: quintas, sextas e sábados às 19h e domingos às 18h / HORÁRIO BILHETERIA: de terça a domingo, das 13h às 20h / CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: 14 anos / CAPACIDADE: 513 lugares / GÊNERO: Comédia / DURAÇÃO: 90 min / TEMPORADA: até 17 de dezembro

FICHA TÉCNICA

CONCEPÇÃO: Domingos Montagner e Fernando Sampaio

TEXTO E ADAPTAÇÃO: Luís Alberto de Abreu

DIREÇÃO: Chico Pelúcio

DIRETOR ASSISTENTE: Fabio Caniatto

DIREÇÃO MUSICAL E MÚSICA ORIGINAL: Marcelo Pellegrini

ELENCO / PERSONAGEM:

Alexandre Roit / Canio

Carla Candiotto / Strompa

Fernando Paz / Peppe

Fernando Sampaio / Silvio

Filipe Bregantim / Tonio

Keila Bueno / Nedda

Atriz Stand in / Carla Martelli / Nedda

ILUMINAÇÃO: Wagner Freire

CENOGRAFIA: Marcio Medina e Maristela Tetzlaf

FIGURINO: Inês Sacay

ADEREÇOS: Cecília Meyer

VISAGISMO: Simone Batata

PINTURA ARTÍSTICA DOS TELÕES: Fernando Monteiro de Barros

ASSISTENTE DE PINTURA: Jonathas Souza Braga

COSTUREIRAS: Benê Calistro, Célia Calistro e Cidinha Calistro

DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: Luciana Lima/ Produção executiva: Priscila Cha

ADMINISTRAÇÃO: José Maria (Nia Teatro)

ASSISTÊNCIA DE PRODUÇÃO E DE ADMINISTRAÇÃO: Chai Rodrigues

ASSISTÊNCIA DE PRODUÇÃO: Karen Furbino

PROGRAMAÇÃO VISUAL: Sato Brasil  e Murilo Thaveira (Casa Da Lapa)

FOTOS: Carlos Gueller e Paulo Barbuto

SUPERVISÃO GERAL: Fernando Sampaio e Luciana Lima

REALIZAÇÃO temporada RJ: SESC Rio

ASSESSORIA DE IMPRENSA: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany

MÍDIAS SOCIAIS: Menu da Música

FICHA TÉCNICA MUSICAL

MÚSICA ORIGINALMENTE COMPOSTA E ARRANJOS: Marcelo Pellegrini

PRODUÇÃO MUSICAL: Surdina

MÚSICOS: Gabriel Levy (Acordeon), Luiz Amato (Violino), Adriana Holtz (Violoncelo), Maria Beraldo Bastos (Clarinete), Rubinho Antunes (Trompete), Paulo Malheiros (Trombone), Tuto Ferraz (Bateria), Pedro Pastoriz (Banjo), Ronem Altman (Bandolim) e Leonardo Mendes (Guitarra)

PROJETO DE SONORIZAÇÃO: Bruno Pinho

MÚSICAS INCIDENTAIS ADICIONAIS: “Intermezzo” e “Vesti la Giubba” da ópera “Pagliacci” (Rugero Leoncavallo), “Preludio – Ato I” da ópera “La Traviata” (G. Verdi), “Coro di zingari” da ópera “II Trovatore” (G. Verdi), “Preludio – Ato I” da ópera “Carmen” (G. Bizet), “Valsa – Ato I” de “Coppélia” (L. Delibes) e “Minha Vontade” (Chatim)

ELENCO / INSTRUMENTOS:

Alexandre Roit / Flauta, Trombone, Piano de Garrafa e Percussão

Carla Candiotto / Acordeon e Percussão

Fernando Paz / Serrote, Trompete e Acordeon

Fernando Sampaio / Sousafone, Concertina, Piano de Garrafa, Teclado de Buzina e Percussão

Filipe Bregantim / Saxofone, Piano de Garrafa e Percussão

Keila Bueno / Carla Martelli / Voz e Percussão

1 comentário Adicione o seu

  1. RENATO SAUDINO. disse:

    A melhor de 2017. Vi em Sampa e no Rio. Publiquei comentário no facebook. Minha página – Renato Saudino – Vitória – Espírito Santo.

    Curtir

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